Micromundo
Em Micromundo, Franco Centurión constrói, por meio da pintura, um universo habitado por arquiteturas, formas orgânicas, pequenos personagens e objetos que parecem existir sob suas próprias regras.
As obras apresentam cenas suspensas, espaços onde o mínimo ganha protagonismo e onde o vazio, a distância e o silêncio deixam de ser simples fundos para se tornarem parte ativa da imagem. Os distintos elementos aparecem isolados, relacionam-se através do espaço ou parecem fazer parte de narrativas cujo começo e desfecho permanecem abertos.
Nesses cenários, a escala transforma nossa maneira de olhar. O pequeno pode se tornar monumental; um objeto aparentemente cotidiano pode concentrar uma história, e uma figura diminuta pode modificar por completo a percepção do espaço que a rodeia.
A pintura de Centurión propõe, assim, uma experiência baseada na observação e na descoberta. Diante de imagens que não buscam revelar tudo de imediato, o espectador é convidado a se deter, percorrer os detalhes e estabelecer suas próprias relações entre formas, personagens e situações.
Micromundo propõe desacelerar o olhar para descobrir a potência narrativa daquilo que, por ser pequeno, distante ou silencioso, poderia passar despercebido. Um universo onde o simples se torna estranho e familiar ao mesmo tempo, e onde cada obra parece conter uma história possível.
